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BAFICI - Festival Internacional de Cinema Independente de Buenos Aires
Distinguido pelo esforço de providenciar para a audiência argentina e realizadores um espaço cinematográfico de primeira classe, o Buenos Aires Festival Internacional de Cine Independiente (BAFICI) foca seu esforço em criar um encontro de cinema de significância cultural, com o objetivo de aproximar o contato de realizadores, novos e de renome, locais e internacionais.
BAFICI nasceu em 1999 e tem desde então se tornado um dos mais proeminentes festivais de filme do mundo, com um lugar privilegiado no calendário internacional de filmes. O festival é reconhecido como um meio essencial de promoção para o formato de filme independente, aonde são exibidos os filmes mais inovadores, ousados e engajados.
No espaço da sua programação compreensiva, o festival engloba varias expressões culturais e reúne consagrados diretores e novos talentos em uma atmosfera dinâmica. Com a sua extensão abrangente de filmes que inclui filmes argentinos, latino-americanos e estréias mundiais assim como bem merecidas retrospectivas, BAFICI é o maior e mais prestigioso evento de cinema independente na America Latina.
O numero de visitantes cresce a cada ano: 184,5 mil pessoas freqüentaram o festival em 2005, e durante a edição de 2009, com doze dias de múltiplas mostras, atividades especiais e o zelo dos cinéfilos foram um extraordinário total de 245 mil pessoas que freqüentaram essa décima primeira edição do BAFICI.
Durante a ultima edição, o numero total de filmes, curtas-metragens e exibições ao ar livre foi de 417 filmes em 1069 exibições incluindo as 14 exibidas ao ar livre. 45 países foram representados, dentro das quais 297 figuras internacionais participaram como convidados (diretores, produtores, jurados, participantes BAL, músicos e atores) alem dos 34 jurados. 65 filmes argentinos foram exibidos (longa e curta metragem), destes 39 tiveram sua estréia mundial. Alem disso, 5 outros filmes estrangeiros tiveram a sua estréia mundial e 46 atividades especiais, como exemplo, os 11 seminários, 14 encontros, 5 mesas redondas, 2 cursos especializantes, 4 apresentações de livros, 2 exibições com musica ao vivo e 8 WIP (Work in Progress - Trabalho em Andamento).
A identidade distinta da programação de BAFICI tem no seu critério abrangente uma mistura de ficção, experimental e documentário nas suas três mostras competitivas (A Competitiva Internacional de primeiro e segundo cinema, a Competitiva Argentina e a Competitiva Cinema do Futuro). Por outro lado, as Retrospectivas e Focos são ecléticos e sempre colocam juntos mestres modernos com novos talentos e movimentos emergentes do cinema internacional. A Seção Panorama tem proposto diferentes estruturas ano apos ano, procurando por um olhar diverso e claro do mapa de transformação do cinema independente de hoje. Dentro da estrutura do BAFICI está o Buenos Aires Lab (BAL), um evento cujo objetivo é apoiar o desenvolvimento e produção do cinema independente na America Latina. BAL é uma mistura de atividades que focam a reunião de profissionais e a procura de financiamento e pretende ajudar cineastas e produtores da região. Estas atividades incluem a participação de profissionais da industrial mundial (produtores, distribuidores, vendedores e estações de TV) que tem interesse na cinematografia latina americana e são o alvo de contato e troca entre as suas áreas.
TODOS MIENTEN
Matías Piñeiro Um grupo de meninas e meninos de vinte anos se acomodam em uma casa de campo que parece completamente isolada da civilização. Um deles escreve um romance enquanto uns outros tentando se tornar uma gangue e preparam um roubo; uns se apaixonam, ou parecem, ou acreditam (ou dizem) estar apaixonados. Mas essa duas, três, dez linhas de historia se desdobram a partir do que os personagens escondem ou não sabem, ligando a escrita do romance e a formação da gangue, o passado de dois dos personagens com o passado da casa, e aqueles que talvez tenham sido os mais amargos inimigos da historia da Argentina do século XIX... Com um senso de humor e brincadeira que marcam os personagens e o filme, Todos mienten, sobrepõe as historias como se fosse uma tapeçaria, em que uma parte esta sempre escondida, para ser revelada mais tarde e mudando de sentido, por meio de um complô de especialistas da pretensa que chamam a audiência a serem cúmplices. Brilhante, vital, com uma depuração e economia extraordinárias dos recursos fílmicos que faz longas cenas não parecerem como prisões, mas como o resultado da necessidade, Todos Mienten é a alegria do cinema na sua mais pura forma. Prêmios de Todos Mienten (They All Lie) em BAFICI 2009. Seleção Oficial Internacional: Menção Especial do Júri para Matías Piñeiro, Distinção no Melhor Filme Argentino (patrocinado pela FUJI).
CASTRO
Alejo Moguillansky Por que todos procuram por Castro? Nós não sabemos, mas atrás dele vão Samual, Willie, Rebeca Thompson, e com certa distancia, Acuña. A certeza é que Castro deixou a capital com Célia, ele foge, e acha que se ele arrumasse um emprego, estragaria o amor. Castro (o personagem) tem algo de Arlt, mesmo sendo mais rápido com fugas do que com invenções, e só pensa em como sobreviver sem se afogar. Castro (o filme) é um filme sobre a velocidade do cinema, é por isso que ele traz perseguições e aprisionamentos em duas divertidas constantes, e deixa pistas (é a mesma coisa se elas forem falsas ou verdadeiras) que forçam a audiência a adotar a velocidade sob risco de serem deixados para trás; como se aquela perseguição de carro ou a hilária perseguição a pé aonde os perseguidores se sinalizam abrindo seus guarda-chuvas, em uma brilhante, extraordinária coreografia, duas cenas que já seriam o suficiente para mostrar o talento do cineasta. Com um timing de comedia pastelão perfeitamente sincronizado, com o uso de linguagem e segredo narrativo típico de filmes noir ou melodrama criminal, em sua primeira tentativa solo, Alejo Moguillansky oferece um filme completamente novo. Premios de Castro em BAFICI 2009: Seleção Argentina Oficial: Melhor Longa-Metragem, Melhor Fotografia (patrocinado pela Kodak) para Gustavo Biazzi, e Melhor Longa-Metragem (patrocinado por Fondo Metropolitano de la Cultura, las Artes y las Ciencias e Hoyts General Cinema).
MARTÍN MAINOLI: UMA RETROSPECTIVA
Como um assistente de diretor em curtas para Lucrecia Martel e Rodrigo Moscoso, Martín Mainoli pode facilmente ser dito como um membro da irmandade de Salta, sua cidade natal, com um jeito refrescante de fazer filme. Como editor de filmes para Martín Rejtman, Juan Villegas, Celina Murga, Lisandro Alonso, Federico León, entre outros Mainoli alcansou uma esmagadora ubiqüidade e uma certa versatilidade de manter diálogos com diversas correntes do novo cinema argentino. Essas ligações não são acidentais: Mainoli partilha com seus colegas uma sensibilidade pela procura da voz individual fora das tradições preguiçosas e atrofiadas que também é confrontada por eles em seus filmes que Mainoli participa. Seus curtas (1998-2008), portanto, viajam em um caminho novo, em um tempo pessoal e de geracional. Com uma acuidade focada com que é próximo, a expansão de escrutinizar o que é unicamente biográfico, sempre experienciando com uma fluidez excepcional ou uma comedia intima. Com o piscar da Super 8, com a ávida atenção do vídeo, com o quadro preciso do 16mm, Mainoli sempre escolhe filmar o que é necessário para a tensão narrativa e estetica (se tiver uma) continuar incandescente. Os dele não são curtas-metragens; eles são exatos.
Curadora: Violeta Bava
Duração BAF 1: 75 minutos Formato de exibição: Vídeo Legendas em português
| BAF 1 |
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TODOS MIENTEN
Matías Piñeiro
Argentina, 2009, 75’, cor, vídeo
Um grupo de jovens se encontram em uma casa de campo longe de Buenos Aires para organizar os últimos passos da dissolução de sua organização clandestina que mistura falsificação com amor, roubos com beijos e arte plástica contemporânea com a historia argentina do secula XIX. Helena Pickford impõe, sem dizer uma palavra, as regras desse ambiente de conspirações travessas, onde o melhor conselho para cada participante é não acreditar em uma palavra. A juntar na musica: “As damas trabalham: Elas cavam, gravam, desenham e cantam. A dama em branco desenha a farsa marcando com traços falsos. A dama silenciosa trabalha na casa, faz a ligação, cava O chão e acha a trama. A dama macabra grava o plano, cria confrontos e ganha de todos. E a dama boneca canta uma canção que traz todos a lama ao amanhecer. Como fins tem que chegar, as palavras seriam: não haverá nada aqui pela manha.”
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Duração BAF 2: 85 minutos Formato de exibição: Vídeo Legendas em português
| BAF 2 |
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CASTRO Alejo Moguillansky
Argentina, 2009, 85’, cor, vídeo
Castro foge, o resto lhe persegue.
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Duração BAF 3: 85 minutos Formato de exibição: Vídeo Legendas em português
| BAF 3 - RETROSPECTIVA MARTÍN MAINOLI |
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VAMOS LLEGANDO / WE’RE ARRIVING
Martín Mainoli Argentina, 1999, 4’, cor, vídeo
Acho que neste curta não acontece nada.
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18 CAMBIOS / 18 SPEED
Martín Mainoli Argentina, 2006, 12’, cor, vídeo
Federico ganhou um relógio de presente e sua irmã ganhou uma bicicleta. Federico saiu com o presente de sua irmã, conheceu uma linda garota e perdeu a bicicleta.
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LA GRAN COCINERA/ THE GREAT COOK
Martín Mainoli Argentina, 2006, 7’, cor, vídeo
Vicky prepara uma deliciosa comida para agradar seus convidados.
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LA VUELTA DEL PERRO/ THE TURN OF THE DOG
Martín Mainoli Argentina, 2003, 8’, cor, vídeo
Vídeo musical sobre um garoto que sente saudades da sua namorada.
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ABASTO/CANES
Martín Mainoli Argentina, 2004, 10’, p&b, vídeo
Primeiro, fui ao shopping e filmei os operários trabalhando. Depois as pessoas fazendo compras, os cachorros brincando e outras que faziam tai chi chuan.
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BLANCA & NEGRO
Martín Mainoli Argentina, 2005, 6’, p&b e cor, vídeo
Existe algo estimulante em ver uma pura afirmação da gramática de um meio, ainda que seja somente porque tem lua e Jimena está lá.
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JUNIOR
Martín Mainoli Argentina, 1998, 4’, p&b, vídeo
Diário filmado. Sons e imagens resgatados do esquecimento.
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KENNY
Martín Mainoli Argentina, 1999, 4’, p&b, vídeo
Música e camiseta substituem o homem e a palavra.
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KENNY II
Martín Mainoli Argentina, 2000, 4’, p&b, vídeo
Kenny morreu. Silêncio, não se aproximem.
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TIBIA & PERONÉ
Martín Mainoli Argentina, 2006, 6’, p&b, vídeo
Assistimos o trabalho de um traumatologista.
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NOS VAMOS TODOS A CASA / WE´RE ALL GOING HOME
Martín Mainoli Argentina, 2004, 4’, cor, vídeo
Alunos de uma escola em plena atividade.
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LOS PESCADORES / THE FISHERMEN Martín Mainoli Argentina, 2008, 16’, cor, vídeo
Jornada de pesca.
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