| Mostra Cinema Para Pensar - Programas |
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CIN I – 79’ – 18 anos
Um filme feito por restos de um velho e anônimo filme Pathé com o conhecido centro perfurado (dos formatos 9.5mm). Construidos através de passes múltiplos e jogos óticos, usando muito poucas imagens de um arquivo anônimo nos quais breves fragmentos estranhos foram adicionados. No meio da perfuração um operador de câmera anônimo tenta de alguma maneira filmar partes de uma estória (sobre o quê? Sobre quem?) com algum sucesso aparente. Inexoravelmente, a perfuração central invade e disturba a imagem do operador de câmera, se tornando em si o próprio protagonista, a ponto de, no entanto, de quase se transformar na tela, ou realmente, na tela. Um filme dedicado à perfuração de cinquenta centímetros que um operador de câmera achou e depois perfurou.
Este filme foi filmado explorando a mídia de filme em vários aspectos. Também trata de fazer certas concepções sobre o tempo de uma maneira mais ilusória do que estive perto de realizar em vários outros de meus filmes. Este propõe-se a lidar com alguns dos paradoxos da relação do tempo “real” que existe quando um filme está sendo filmado, com o tempo “real”que existe quando um filme está sendo projetado, e como isso pode ser modulado pela manipulação técnica de imagens e sequências.
A última palavra em ready-mades, The Cor of Love de Peggy Ahwesh's é um leve slo-mo, reimpressão ótica do obviamente mal tratado filme pornô dos anos 70 no qual a podridão química que já havia comido as bordas da imagem ameaça censurar totalmente o filme.
SODOM é visceralmente gráfico e perturbador através de sua miragem hipnótica do fragmento humano absorvido em mutilação. Baseado na estória Bíblica, Sodom recria a destruição através de um estado de edição que empresta à obra a um tipo de desarranjo orgânico, criando uma colagem de imagens em movimento.
Imitações limita a infância através de uma história de reprodução, abatendo retratos desde os Lumiéres ao presente dia a fim de encontrar o futuro em nosso passado.
O herói de Instructions for a Light and Sound Machine é fácil de se identificar. Andando nas ruas anônimo, ele de repente percebe que não somente é o assunto para horríveis humores de vários espectadores, mas também á mercê do cineasta. Ele se defende heroicamente, mas é condenado à forca. Onde ele morre uma morte cinematográfica pelo rasgo do próprio filme. Nosso herói depois desce até o inferno, o reino das sombras. Aqui, no submundo da cinematografia, ele encontra várias instruções de impressão, os meios onde a existência de cada imagem fílmica é possível. Em outras palavras, nosso herói encontra as condições para sua própria possibilidade, as condições para sua própria existência como uma sombra fílmica.
Começou com a morte de um amigo próximo de AIDS, "Aus des Ferne" é ao mesmo tempo um elogio e uma ficção científica, que dão as mãos com uma contaminação indiscriminada sem sucumbir ao desespero ou ao fatalismo. Esse lugar do desejo deve ser tão resolutamente ligado a morte – ou aquela passagem da morte deve seguir as linhas do amor – estes são os paradoxos nos quais Müller remodela os corpos do filme e do cineasta. Enquanto o filme é filmado através da passagem de um amigo, finalmente pertence ao próprio realizador, que retorna obsessivamente a seu próprio corpo para aferir a possibilidade de seguir adiante.
Através de uma série de vinte e seis pequenas estórias, uma adolescente descreve eventos de sua infância que deram forma as suas idéias sobre paternidade, relações familiares, trabalho e brincadeira. Na medida que as estórias se desenvolvem, um retrato dual emerge: aquele de um pai que se interessava mais por sua carreira do que por sua família, e de uma filha profundamente abalada por seus atos. Em contraposição ao poderoso texto estão imagens sensuais em preto e branco que retratam o extraordinário e o ordinário em eventos do dia-a-dia. Juntos eles criam um complexto formal e emocional de um filme intenso. CIN III – 63’ – 14 anos
Existem momentos na arte cinematográfica quando a narrativa do filme é subjetivamente implicada e consequentemente escrita pelo expectador. Enquanto isso é comum para a maioria dos filmes líricos e estruturais, no gênero experimental nenhum bate mais forte do que T.O.U.C.H.I.N.G., uma peça nervosa e demoníaca que simultaneamente embala você até a consciência e o hipnotiza até uma overdose de emoção.
Primeiro ela vaca, depois ela vaca. Plano parado de uma vaca vaqueando, que brinca com o diretor e consequentemente com a audiência.
Um filme cujo tema é o lugar (um ginásio), o tempo (os 10 minutos em que corre o filme), e a inconformidade com a realidade (o ginásio), e a ilusão (a representação do ginásio). Todos os componentes são estritamente combinados em um ciclo sem fim, a listra de Möbius, um filme de Escher com um tempo japonês, do devagar ao rápido, de Pianissimo para Fortissimo.
Essa gravação foi feita da varanda do apartamento do realizador. Um olhar sobre uma rua movimentada do Rio de Janeiro, onde a reciclagem é o ganha pão de alguns sem-teto. Essas pessoas são homens do movimento. Para sobreviver eles carregam suas ferramentas. Trata-se do peso da vida. De uma maneira similar, as formigas nunca param de carregar o que elas precisam para sobreviver.
Exaurido pelo mar, os barcos de pesca de Sète decidem passar um dia no campo, entre as papoulas dos arredores de Arles, Bédarrides e Thouzon Grottos.
A bola de um excitante jogo de polo aquatico é seguida pela câmera de uma maneira estranha e tal que todo o ambiente do estádio dança em um movimento caótico enquanto a bola continua a ser um planeta iluminado piscando no centro da tela. Durante os dez minutos da obra, números simbólicos e informativos são agregados, medidas, relações, sinais ativos na superfície da tela e o campo virtual dos expectadores em perspectiva.
Esse filme foi provocado por uma viagem no trilho do trem através do centro de Chicago em 1991. Filmei um pedaço de doze minutos com a câmera virada para a frente, na direção de onde estávamos indo. Três anos depois, eu vi o material gravado mais uma vez. A memória desse momento não existia mais, eram apenas imagens vagas. Então trabalhei no material usando uma bacia de água-sanitária. A arquitetura complexa e cubóide da cidade apareceu como um teste do substancial e depois foi desaparecendo até a minoria – dissolvendo até um monte de poeira cósmica. Pela primeira vez pude identificar uma projeção do que experimentei, dentro do curso da desintegração.
CIN IV – 84’ – 14 anos
…Remote…Remote… foi um dos primeiros filmes a serem categorizados por um considerável número de mulheres como sendo tipificação de excessos e violência extrema. As pessoas frequentemente reagem ao filme com horror, incompreensão e desprezo. Ao demonstrar emoção, gentileza e sensibilidade como qualidades do feminino, não havia lugar para agressão – o corte e a abertura violenta foram equacionados com o comportamento masculino – tendo que penetrar para possuir.
Secondary Currents é um filme sobre as relações entre a mente e a linguagem. Guiado por um narrador improvável que fala uma variedade imensa de nonsense, é um filme "sem imagem", no qual as relações entre a mudança do comentário “voice-over” e a narração legendada constituem um dueto de voz peculiar, pensamento, som e fala. Uma espécie de ópera cômica, o filme é uma metáfora escura para a ordem e entropia da linguagem e tem sido objeto de uma série de artigos sobre o uso da linguagem nas artes. Percussão de Jim Meneses. "Prizbah ke não Panz fatundo. Elmo cheshkadashi par lo biorn fatooshka! Como cinquema não delamyero sima DISI, si cueja filidistro cuamchano mirichi-vasi komino sano dimensia!" - M'hidradane Vododook
Operation Double Trouble é uma versão antitética do filme de propaganda Enduring Freedom: o capítulo de abertura. Ao repetir cada cena do filme duas vezes, Sanborn empurra manipulações estratégicas do original, tanto em termos de montagem como de ideologia. O efeito ecoando desestabiliza a transparência da narrativa e fornece insights sobre como nos relacionamos com os meios audiovisuais.
Eu queria examinar o erótico por trás do social e refazer gestos em uma dança que iria confrontar seu condicionamento e, assim, retransmitir as múltiplas ficções que as filmagens sugerem (os "fatos" para sempre obscurecidos nos fragmentos deixados). O resultado é uma narrativa desenvolvida pela sua periferia, um rumor de histórias: impossível de rastrear, perturbador.
O filme trabalha com um conjunto cuidadosamente escolhido de elementos particulares, a fim de explorar as questões mais amplas dentro do campo histórico. Passagens imponentes e sinuosas de um quarteto de cordas de Beethoven criam uma argumentação complexa em torno das imagens e do texto. A música, tanto simpática quanto distanciada, estabelece o ritmo e a amplitude em relação a uma entrevista de rádio com Claude Levi-Strauss, e imagens de arquivo obtidas refotografando a obra de Marcel Ophul, “A Dor e a Piedade”.
Neste trabalho, o artista reinterpreta a história chinesa através da análise de uma fotografia documental do início do século XX de uma execução criminal na China pré-moderna, feitas por um soldado francês que ficou famoso pelo pensador francês Georges Bataille. |