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Programa - Vanguardas e Neovanguardas

Duração VAN 1: 69 minutos
Formato de exibição: Vídeo/16mm
Legendas em português

VAN 1 - O Dispositivo

I, AN ACTRESS
George Kuchar
USA, 1977, 9’, p&b, 16mm

Este filme foi filmado em dez minutos com quarto ou cinco estudantes meus no Instituto de Arte de São Francisco. Era para ser uma audição de uma das meninas do curso. Ela queria algo para mostrar aos produtores teatrais, já que ela estava interessada em uma carreira de atriz. Quando terminamos de montar os equipamentos pesados para a filmagem a aula estava quase terminando; tudo que tínhamos eram 10 minutos. Já que 400 pés de filme demora 10 minutos para correr pela câmera… essa foi a nossa resposta: Simplesmente começar e não parar ate o filme acabar. Eu tive que entrar na ação para acelerar as coisas então, de uma certa forma, este filme possibilita uma visão para as minhas técnicas de direção sob pressão.

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THE SECRET CINEMA
Paul Bartel
USA, 1966, 27’30’’, p&b, 16mm

Na programação do Festival de Filme de Londres de 1966, Richard Roud descreveu este filmes como sendo terrivelmente engraçado pop/camp filme americano sobre as desventuras de Jane entre os cineastas. É na verdade uma fantasia paranóica de uma garota que pensa que seus amigos a estão filmando com câmeras secretas para a exibição em um cinema secreto. (Eles estão, é claro.) A estrela do filme é Amy Vane que da uma performance extraordinária como Jane. Também no elenco estão Gordon Felio de What’s New, Pussycat? e o comediante sensacional da costa oeste dos EUA, Barry Dennen

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Z MOJEGO OKNA / FROM MY WINDOW
Josef Robakowski
Poland, 1978/1999, 20’, p&b, video

No filme “Da Minha Janela” Joseph Robakowski mostra o dia a dia da praça central da cidade de Lodz na Polônia, que, por um período de 20 anos, ele observou da janela do seu apartamento. O projeto foi completado em 1999 por caEUA da reconstrução de um hotel, que tampou a vista da praça para o artista. A serie de vídeos é acompanhada por comentários do Robakowski sobre as pessoas que aparecem nas imagens, seus hábitos, a mudança nas vidas delas e a mudança gradual na própria cidade.

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SPECTATOR
Frans Zwartjes
Holand, 1970, 11’, p&b, 16mm

Manders e Toebosch brincam de artista e sua modelo. Escondido atrás de suas lentes, o fotografo não consegue se satisfazer com o que a sua glamorosa modelo de cílios longos tem para oferecer.

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PERILS (IS THIS WHAT YOU WERE BORN FOR?)
Abigail Child
USA, 1986, 3’50’’, p&b, 16mm

Com Diane Torr, Sally Silvers, Plauto, Elion Sacker. Improvisação de sons: Charles Noyes e Christian Marclay. Uma homenagem os filmes mudos: o conflito ambíguo da inocência e da vilania pouco sofisticada. Sedução, vingança, ciúmes, luta. O isolamento e dramatização das emoções através do isolamento (câmera) e dramatização (edição) do gesto. Eu já tinha concebido a idéia de um filme composto apenas de cenas de reação em que toda caEUA fosse removida. O que sobrou seria uma sugestão ressonante e voluptuosa de historia e rosto humano. PERIGOS é uma primeria tradução dessas idéias.

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FILM

Samuel Beckett e Alain Schneider

USA, 1965, 21’, p&b, 16mm

Samuel Beckett, o dramaturgo irlandês, escreveu o roteiro inspirado na fórmula
doutrinária do filósofo, seu conterrâneo, George Berkeley: “Esse est percipi” (“Ser é ser percebido”). A direção coube ao velho amigo Alain Schneider, que morreria atropelado,
20 anos depois, ao cruzar uma rua para postar carta a Beckett. Um homem sem rosto
se depara, em seu quarto, com os vestígios de seu passado. Rasga as ilustrações da parede,
as fotos da família, põe os animais para fora, cobre o espelho, livra-se dos olhos de Deus
e do mundo, mas continua preso à percepção de si mesmo. È o rosto de Buster Keaton que
se desvela então. Na figura cansada do velho cômico do cinema mudo, em sua silenciosa
e moribunda pantomima, o universo beckettiano encontra sua perfeita encarnação fílmica.

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Duração VAN 2: 63 minutos
Formato de exibição: Vídeo/16mm
Legendas em português

VAN 2 - Os Corpos
Filmes

SONG OF THE GODBODY

James Broughton

USA, 1977, 10’50’’, cor, 16mm

“O filme consiste predominantemente de close-ups extremos de partes do corpo do Broughton. A câmera lentamente de transforma na ferramenta que revela a erótica beleza da beleza do corpo e o prazer sensual no amor individual. O êxtase e o poder da gratificação sexual são celebrados pela câmera, que mantém uma função erótica, explorando, revelando e acariciando visualmente. A canção de Broughton é um elogio ao seu corpo como divina androgeneidade, e uma aceitação do seu reverente poder sexual.” De Richard Bartone, Millennium Film Journal (Diário de Filme Millenium)
“Canção do CorpoDeus é a melhor coisa do seu tipo desde Song of Songs e o seu é melhor ilustrado.” De June Singer, Autora de Androgyny (Andrógeno)
“Um filme clássico de libertação!” de Larry Kardish, Curador de Filme, Museu de Arte Moderma

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AI / LOVE

Takahiko Iimura

USA, 1962, 10’, p&b, 16mm

Cantado por Yoko Ono “eu já vi um numero de filmes avant-garde japonês no Festival Internacional de Filmes Experimentais de Bruxelas, em Cannes e em outros lugares. Dentre todos aqueles filmes, “Amor” de Iimura se destaca na sua beleza e originalidade, um filme poema, sem os pseudos-surrealismos imagéticos usuais. A comparação mais próxima seria LOVING de Brakhage ou FLAMING CREATURES… (Uma) exploração do corpo poética e sensual… fluida, direta e bela.”Por Jonas Mekas, Film Culture

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9/64: O TANNENBAUM

Kurt Kren

Austria, 1964, 3’, cor, 16mm

Em 9/64: O CHRISTMAS TREE, Kren oferece um desenvolvimento mais visualmente descritivo da “ação” de Muehl. As imagens foram escolhidas para seguir uma seqüência mais dramática, provavelmente porque a ação em si mesma contem uma ampla variedade de imagens e materiais…” por Stephen Dwoskin

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THREE FRAME STUDIES

Vito Acconci

USA, 1969/1970, 8’, p&b e cor

Em um de seus primeiros filmes, Acconci faz uma serie de ações – corre em um circulo, pula, empurra um outro homem – na qual o limite físico da ação se refere com os limites do frame do próprio filme.

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DIRTY

Stephen Dwoskin

Reino Unido, 1967, 10’, p&b, 16mm

Sujo é notável por sua sensualidade, criada parte pelo uso da refotografia, que permite o cineasta um segundo palco de reação das duas meninas que ele estava filmando, parte pelo estilo de movimento acariciante da câmera e parte pelo aumento gradual de poeira no próprio filme, aumentando as conotações tácteis gerada pela refotografia. A espontaneidade da reação do Dwoskin a brincadeira sensual das meninas é igualada a espontaneidade da sua reação ao filme da brincadeira delas” por John Du Cane

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BLACK AND WHITE TAPES

Paul McCarthy

USA, 1970, 3’, p&b

McCarthy usa seu próprio corpo como uma ferramenta para examinar os processos de fazer arte.

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Filmes

GEOGRAPHY OF THE BODY

Willard Maas

USA, 1943, 7’, p&b, 16mm

Uma peregrinação analógica evoca os terrores e esplendores do corpo humano como um continente misterioso e não descoberto. A magnificação extrema aumenta a ambigüidade do visual, comentários irônicos neutralizam ou reinforçam as suas implicações sexuais. O método é o mesmo usado pelo poeta imagista-simbolista.

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2 STAGE TRANSFER DRAWING

Dennis Oppenheim

USA, 1972, 10’, p&b

Nesta serie de obras performáticas, Oppenheim investiga a transferência e a comunicação através do corpo. Nas peças do Desenho de Transferência, Oppenheim desenha nas costas do seu filho; o seu filho tenta ,então, copiar esse desenho através de sensações táteis para uma parede. Eles trocam de papeis. Oppenheim escreve, “Eu estou desenhando através dele.”

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Duração VAN 3: 65 minutos
Formato de exibição: Vídeo/16mm
Legendas em português

VAN 3 - Enciclopédia do Mundo

UNSERE AFRIKAREISE

Peter Kubelka

Austria, 1966, 12’50’’, cor, 16mm

Museu de Arte Moderna, 1967: “Cinema Novo – Uma Seleção Internacional” “UNSERE AFRIKAREISE” é um dos filmes mais ricos, eloqüentes e resumidos que eu já vi. Já o vi quatro vezes e eu ainda irei o ver muitas e muitas vezes mais, quanto mais eu o vejo, mais eu vejo nele. O filme de Kubelka é uma das raras obras de arte e um trabalho de tão grande perfeição que te força a re-avaliar tudo o que você conhecia de cinema. A inacreditável habilidade artística desse homem e sua inacreditável paciência (ele trabalhou em UNSERE AFRIKAREISE por cinco anos; o filme tem 12 minutos e meio.) O seu método de trabalho (ele decorou 14 horas de fitas e três horas de filme, frame por frame), e a beleza da sua realização faz todos nós parecermos como amadores.” Por Jonas Mekas

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SPIRAL JETTY

Robert Smithson

USA, 1970, 34’50’’, cor, 16mm

Este filme, feito pelo artista Robert Smithson, com a ajuda de Virgina Dwan, Dwan Gallery e Douglas Christmas, diretor Ace Gallery, (Dwan e Christmas mencionados antes também ajudaram Smithson financeiramente na realização do Spiral Jetty), é um filme poético de digressão de pensamento desenhando um “retrato” do seu renomado trabalho com terra – o Spiral Jetty, se projetando nas águas rasas na margem do Great Salt Lake de Utah. A narração do Smithson mostra a evolução do Spiral Jetty. Seqüências filmadas em um museu de historia natural são integradas ao filme mostrando relíquias pré-históricas que ilustram os temas centrais do trabalho do Smithson. Um seguimento de um minuto foi filmado por Nancy Holt para ser incluído no filme porque o Smithson queria que Holt filmasse a “historia da terra”. Essa idéia surgiu de uma citação que Smithson achou… “a história da terra parece as vezes como uma história gravada em um livro cujas páginas foram rasgadas em pequenos pedaços. Muitas das páginas e alguns dos pedaços de cada página ainda estão faltando”. Smithisin e Holt dirigiram até Great Notch Quarry em Nova Jersey, onde ele encontrou uma escarpa de 6 metros de altura. Ele escalou até o topo e jogou mãos cheias de paginas rasgadas de livros e revistas do cume da escarpa enquanto Holt filmava.

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VALENTIN DE LAS SIERRAS

Bruce Baillie

USA, 1967, 10’, cor, 16mm

Pele, olhos, joelhos, cavalos, cabelo, sol, terra. Velha canção do herói mexicano Valentin, cantada pelo cego Jose Santollo, nascido em Santa Cruz de la Soledad; Jalisco, Mexico.

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Duração VAN 4: 79 minutos
Formato de exibição: Vídeo/16mm
Legendas em português

VAN 4 - Um Mundo Sem Cabeça, Uma Cabeça Sem Mundo

SONGDELAY

Joan Jonas

USA, 1973, 18’35’’, p&b

Este filme preto-e-branco de 1973 é um clássico redescoberto. Atuando com um “elenco” que inclui Gordon Matta-Clark,Jonas coreografa um teatro de espaço, movimento e som, com o cenário urbano de Nova York em um papel de destaque. Jonas cria uma linguagem teatral de gestos e som altamente original, senão enigmática, enquanto ela e seus atores brincam com objetos de cena emblemáticos, ritmos de espaço e escala, referencias a pinturas, e dessincronia de áudio. É de uma só vez uma deliciosa improvisação e precisamente coreografado. Song Delay ressona temas e estratégias que se repetem em toda obra de performance da Jonas.

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DESISTFILM

Stan Brakhage

USA, 1954, 7’, p&b, 16mm

Aclamado internacionalmente como um clássico do seu gênero. A câmera acompanha uma festa de adolescentes bêbados e participa na expressão de desejo e frustração.
“O melhor filme dos anos 50; trabalho de câmera de tirar o fôlego; a inteira concepção cinemática e execução são brilhantes.” Por Willard Maas

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VORMITTAGSSPUK / GHOSTS BEFORE BREAKFAST

Hans Richter

USA, 1928, 7’, p&b, 16mm

Puro vintage dadá. Um bem humorado, delicioso e grotesco filme, em que objetos normais se rebelam contra sua rotina diário e, por um breve período de liberação, seguem suas próprias leis. Uma gravata borboleta se desfaz, um chapéu coco voa graciosamente pelo ar, xícaras de café pulam da bandeja e se jogam no chão, e por assim vai. Ao bater do meio dia, eles retornam ao seus estados funcionais normais.

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MESHES OF THE AFTERNOON

Maya Deren

USA, 1943, 14’, p&b, 16mm

Uma flor grande, a silhueta de uma pessoa andando apressadamente na distancia, uma chave de casa, uma faca de pão, um telefone fora do gancho, e uma vitrola definem a troca funcional dos elementos em Mechas da Tarde cuja construção envolvente e maleável do filme – a mecha frágil e tênue da realidade percebida – é intrigantemente (e engenhosamente) mapeada. Uma mulher (Maya Deren) caminhando em uma calçada perto de sua casa percebe de relance uma figura virando a esquina, abrindo a porta da frente e depois de uma inspeção apressada da casa vazia, segue para o andar de cima e descansa em uma poltrona com vista para a frente da casa. Dessa enganadoramente simples premissa introdutória, Maya Deren modula uma mise-en-scene de objetos aparentemente mundanos para criar planos de realidade existencial sobrepostos, mas que não se cruzam, usando permutações de imagens recorrentes – superfícies espelhadas (o rosto da aparição, esferas de metal polidas, e um espelho de mão), vidro, dualidade e doppelgangers – para representar vários fragmentos narrativos interligados de observação, inferência, dedução e memória. Desdobrando com a narrativa descontínua característica da literatura nouvelle italiana (criando uma linguagem fílmica dissossiativa idiossincrática que também caracteriza os filmes de Alain Resnais como “Ano Passado em Marienbad” e Je t’aime, je t’aime), o filme propõe uma serie de sutis mutações estruturais, temporais e lógicas, criando uma meditação sublimemente repetitiva sobre a interação entre a experiência e a memória, banalidade domestica e violência, imaginação e acontecimento.

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THE END

Christopher Maclaine

USA, 1953, 34’75’’, cor e p&b, 16mm

“Um filme experimental único na sua interrupção intencional da cor e seqüências de preto-e-branco e no emprego pelo “fazedor de poeta” de seções contendo som apenas, para entregar o que ele sente ser uma mensagem importante. Na forma, o filme consiste de cinco episódios lidando com cinco pessoas diferentes, cada uma vista no ultimo dia de sua existência. Estes episódios estão ligados pelas seções só com som, e o todo é coroado por um código lírico” por Film-Maker Cinematheque

“O poeta beat Christopher Maclaine de São Francisco fez apenas quatro filmes, mas os dois mais longos estão entre os melhores e mais originais que eu já vi. Raramente exibido, talvez por causa da sua aparência crua e amadora, eles carregam uma autenticidade emocional e espiritual que poucos filmes mainstream (convencionais) conseguem alcançar. FIM, com 35 minutos corridos, conta a historia de sete pessoas no ultimo dias de suas vidas (a maioria esta se preparando para se matar, mas o mundo esta também prestes a ser aniquilado pela Bomba) com uma mistura de humor negro e twists bizarros. A edição e a narração de MacLaine estão constantemente mudando de direção para caminhos inesperados, reproduzindo os pensamentos desordenados de uma pessoa na beira do abismo; durante uma seqüência embaralhada de imagens, ele nos convida a inventar a historia.”

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Mostra Vanguardas e Neovanguardas - Apresentação

Mostra Vanguardas e Neovanguardas - Ensaio